Resumo: Que jamais se atreva um normal a confrontar suas idéias com um imbecil. É inútil. Não há como vencer. Pessoas normais sofrem de uma séria imparidade no que se refere a discussões, elas têm essa mania boba de tentar usar a razão.

A verdadeira diferença está no sistema nervoso de cada um, é da ordem do sensível. Sigamos com uma exposição analítica da situação.
Para uma pessoa normal a informação percorre o caminho completo. É captada por seus sensores, passa pela medula e segue para o cérebro, que a processa e a transforma em conhecimento. Mas o mesmo não ocorre com o imbecil. Para esse a informação jamais chega ao cérebro, fica condenada à barreira da medula e retorna com um reflexo involuntário. Encostar um cigarro no braço de um desavisado provoca uma reação semelhante a, por exemplo, dizer a um tipo de imbecil que “não deve haver passe livre”. É tão certo que o primeiro irá instantaneamente afastar o braço para não se queimar quanto é certo que o segundo irá chover-lhe insultos e as acusações mais infundadas sem sequer lhe perguntar antes o motivo de tal afirmação.
Define-se um imbecil da seguinte forma. Um sujeito incapaz de ir além da ordem do sensível e se por honestamente a verificar as suas próprias percepções. Por estar eternamente condenado ao sensível, o imbecil cultua a mera aparência e a pura e isolada estética, sendo por isso capaz de construir uma argumentação inteira puramente sustentada na retórica sem sequer se dar conta disso. Jamais chegou a usar a cérebro na vida, por isso mesmo desconhece as maravilhas do encadeamento lógico de idéias, sendo assim incapaz de se comunicar plenamente com qualquer outra pessoa que não, como ele, também imbecil. É justamente por essa razão que imbecis são sempre vistos em grandes grupos, relacionando-se apenas com outros grupos de imbecis, utilizando termos que não fazem o menor sentido senão dentro de seu próprio círculo, aceitando pessoas normais entre suas hostes apenas caso estas possuam suas mesmíssimas opiniões e lhes sejam úteis a causa.
Neste exato momento, por exemplo, há imbecis lendo este artigo e xingando este humilde autor que não está fazendo nada senão dissecar um fenômeno que ocorre em todos os grupos e “lados” políticos, inclusive no meu próprio. Mas esse tipo de imbecil não pode evitar o que sente. Desde que sugeri com o título que há imbecis em meio a manifestos, e no 4º parágrafo citei o passe-livre como MERO exemplo, não teve jeito, subiu-lhes um frio na espinha, tiveram um tremelique, arfaram forte estupefatos com o que liam e ulularam frases pré-construídas, que de tão usadas já são para eles interjeições tão comuns quanto “ai” ou “ui”.
Que jamais se atreva um normal a confrontar suas idéias com um imbecil. É inútil. Não há como vencer. Pessoas normais sofrem de uma séria imparidade no que se refere a discussões, elas têm essa mania boba de tentar usar a razão. O imbecil só entende a lei do berro, quem se descabela, grita mais alto e faz o maior show está certo, e fim.
Agora responda rápido: imbecis entre manifestantes ou manifestantes imbecis? Não corra o risco de cometer injustiças se arriscando a distinções e juízos de valor complexos. Na dúvida, nivele por baixo.
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